Cursos on-line para treinar os colaboradores funciona?

 In Empreendedor, Gestor, Rh & Pessoas

No mês de Março/2017 a revista Exame publicou um excelente artigo sobre o uso de cursos on-line para treinar os colaboradores. Muitos gestores têm receio dessa forma de treinamento. Será que funciona? Vale a pena?

Veja abaixo o artigo da revista e Exame e veja que vale a pena investir nessa ferramenta.

No Brasil, com a dispersão geográfica, muitas empresas têm apostado fortemente no uso de smartphones e tablets para ensinar novos conteúdos aos funcionários. Foi o que fez a concessionária de energia Enel em suas operações nos estados do Ceará e do Rio de Janeiro, onde treinou 5 000 eletricistas em 250 municípios. Eles já usavam celular fornecido pela companhia para o trabalho em campo. Em 2015, o conteúdo de apostilas foi convertido em vídeos curtos, cheios de animações e infográficos para ser vistos no aparelho.

Veja também o artigo Para fugir da crise invista em treinamento

Para incutir nesses funcionários princípios de segurança e conceitos básicos sobre eletricidade, a Enel precisou mostrar a utilidade prática do tema ministrado. Isso porque os adultos costumam ser céticos em relação aos benefícios de aprender novos conteúdos, sobretudo no trabalho. É evidenciado nos vídeos, por exemplo, que o descaso com o uso de equipamentos como luvas e capacete pode provocar de uma queimadura à morte súbita.

“Geralmente, os funcionários sabem fazer o trabalho, mas é crucial mostrar as razões pelas quais ele deve ser feito dessa ou daquela maneira”, diz Gladys Mariotto, presidente da Já Entendi, startup que ajudou a Enel a reformular os treinamentos para os eletricistas. Com a mudança, a taxa de absorsão do conteúdo entre os funcionários cresceu. Além da flexibilidade de acesso, o que atrai as empresas no uso dos formatos e dos dispositivos digitais de treinamento é a possibilidade de monitorar cada passo dado pelos alunos e, dessa forma, promover melhorias.

A fabricante de cosméticos Natura descobriu que os vídeos dedicados a treinar suas revendedoras, antes com duração de até 30 minutos, não devem exceder 10 minutos. Afinal, elas costumam ficar, em média, não mais do que 12 minutos online cada vez que acessam o portal da companhia.

Ainda que o uso de recursos digitais tenha se tornado imperativo, o método tradicional com professor em sala de aula continua valendo. Mas cada vez mais a missão de ensinar tem sido dada a profissionais da companhia, em vez de consultores externos. No banco Santander, até 2015, 75% dos instrutores vinham de fora. Hoje são apenas 20%. A empresa treinou 150 funcionários para atuar como multiplicadores dos treinamentos presenciais, hoje equivalentes a 10% do total de cursos oferecidos aos empregados.

O restante está online desde outubro, o que permitiu que a oferta de cursos para cargos operacionais aumentasse dez vezes. Ao fazer que bons empregados virassem professores, o Santander diminuiu 41% dos recursos investidos em treinamento no último ano, mesmo tendo aumentado a oferta de cursos. Mas há outra razão além da financeira. “Eles servem de exemplo”, diz Vanessa Lobato, vice-presidente de RH do Santander. Ou seja, a prata da casa tem mais credibilidade do que gente de fora. E, sim, custa menos. Eis duas palavras que soam como música em tempos de crise.

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