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Não importa se seu estilo de comunicação é mais formal ou mais coloquial — os dois funcionam em vendas por telefone, desde que combinem com o público que está do outro lado da linha. O que realmente prejudica a venda são certas palavras e frases específicas que, sem perceber, colocam uma barreira entre você e o fechamento. Veja quais evitar.

“Alô”

Quem realmente veste a camisa da profissão não atende ligação de trabalho com “alô” — esse cumprimento é para ligação pessoal. Um “alô” no atendimento profissional já entrega despreparo antes mesmo da conversa começar.

“Pois não”

A expressão é contraditória: você se coloca à disposição com o “pois” e nega com o “não” logo em seguida. Substitua por algo mais claro e positivo.

“Gostaria”

Condicionais enfraquecem a comunicação. “O senhor gostaria de falar comigo?” soa como se estivesse pedindo desculpa por existir. Troque “gostaria” por “desejo” e note a diferença de firmeza na frase.

“Como já te disse”

Essa frase soa como se você estivesse chamando o cliente de desatento. Repita a informação com naturalidade, sem cobrar atenção que ele já deveria ter dado.

Cacófatos (duplo sentido)

Frases como “vou encaminhar o e-mail pela Dona Maria” criam um duplo sentido indesejado quando ditas em voz alta. Preste atenção em como suas frases soam faladas, não só como ficam escritas.

O excesso de “não”

Usar “não” repetidamente cria uma barreira mental no cliente — e no momento do fechamento, é bem provável que a resposta dele também seja “não”. Cuidado especialmente com “não poderia”, “não gostaria”, “não tem interesse”.

Palavrões

Em conversas muito informais, pode até haver espaço — mas só se o próprio cliente abrir esse tom primeiro. Nunca puxe a informalidade, siga o cliente.

Repetições como “né”, “tá”, “certo”

Usadas em excesso, essas palavras de preenchimento cansam quem está ouvindo e passam insegurança, mesmo quando o conteúdo da fala está correto.

Diminutivos no produto

Chamar seu produto de “preço camarada” ou usar “precinho” desvaloriza o próprio produto na cabeça do cliente. Fale do valor com a mesma seriedade que espera que o cliente trate o investimento.

Linguagem é ferramenta de venda

Cada uma dessas expressões parece pequena isoladamente, mas juntas moldam a percepção do cliente sobre sua credibilidade. Eliminar esses vícios de linguagem é um ajuste simples com impacto real na taxa de conversão.


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